Opositores de Netanyahu conseguem formar coalizão para novo governo de Israel, diz presidente

Nesta quarta-feira (2), o presidente de Israel, Reuven Rivlin, confirmou que o líder do partido Yesh Atid, Yair Lapid (oposição ao atual primeiro-ministro do país), conseguiu juntar alianças no Parlamento suficientes e capazes de formar um novo governo israelense. A nova coalizão é uma aliança incomum e estranha entre oito partidos políticos de uma ampla […]

2 junho 2021 - 18:41 | Por João Vitor Simões

Nesta quarta-feira (2), o presidente de Israel, Reuven Rivlin, confirmou que o líder do partido Yesh Atid, Yair Lapid (oposição ao atual primeiro-ministro do país), conseguiu juntar alianças no Parlamento suficientes e capazes de formar um novo governo israelense.

Foto: Ronen Zvulun/Reuters

A nova coalizão é uma aliança incomum e estranha entre oito partidos políticos de uma ampla gama de ideologias, da esquerda à extrema direita e, caso seja ratificada, chegará ao fim o mandato do atual primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, após 12 anos.

A aliança reunirá Yair Lapid, um político considerado centrista, com Naftali Bennett, um nacionalista de direita, em uma coalizão antes considerada improvável. O grupo que deve governar Israel terá ainda a Lista Árabe Unida, na primeira vez que uma legenda islâmica forma a base governista do país. Lapid e Bennett devem se revezar no poder: primeiro, Bennett seria o primeiro-ministro por dois anos. Nos outros dois, Lapid ocuparia o cargo de premiê.

“Esse governo vai trabalhar para todos os cidadãos de Israel, aqueles que votaram por isso e aqueles que não. Farei tudo para unir a sociedade israelense”, disse Lapid em suas redes sociais.

O impasse político em Israel começou há dois anos com as dificuldades de Netanyahu em manter uma coalizão majoritária. Três eleições — duas em 2019 e uma em 2020 — não foram suficientes para que uma maioria parlamentar fosse formada. Os escândalos de corrupção e as acusações contra o premiê também pesaram.

Somente após as últimas eleições, em março deste ano, a oposição conseguiu agregar grupos de lados diferentes da política israelense — desde direitistas a partidos árabes-israelenses. Com isso, Rivlin — cujo poder é cerimonial — deu a Lapid a chance de formar um novo governo.

João Vitor Simões

Acadêmico de Jornalismo pela PUC - Goiás, redator do Papo Aberto e entusiasta em Política Internacional e Esportes.

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